sexta-feira, outubro 27, 2006

A magia do Shoryuken

Confabulando com o dono deste blog sobre Street Fighter, explanei meus pêsames quanto aos novos jogos de luta.
São poucos os de hoje em dia que têm bons efeitos sonoros dos golpes. Nos antigos Street Fighters, Mortal Kombats e King of Fighters da vida, quando se dava um golpe especial, o oponente quase sentia o golpe apenas com o efeito sonoro. Algo parecido com a queda de um contêiner carregado de peixes, que tornava um golpe especial no fim da luta tão retumbante quanto um hiper-combo de trocentos hits.

Pode-se perceber mais como esta mudança ocorreu no jogo Marvel X Capcom, em que a luta é rápida demais, os hipercombos são exagerados demais (e pouco efetivos), e quase não se ouve o som dos golpes, como se passassem "de raspão", causando um dano desproporcional que, acreditem, desorienta o jogador. Afinal, uma luta não é feita de golpes bem aplicados e "timing" não se aplica quando o oponente não é o computador. É preciso ter noção profunda de espaço e controle sobre o jogo, os golpes, o personagem escolhido e o rival, a barra de especial e a de life, saber qual o ângulo causa mais dano, enfim, vários fatores que tornam o jogador quase o próprio lutador.

Só senti esta magia novamente no Dragon Ball Z Budokai 2, e nos subsequentes, no qual a técnica pode suprimir realmente a força, onde não existem vícios, sequências pré-definidas indefensáveis nem "manhas". Não que no anime Dragon Ball Z seja assim, mas o jogo é, percebem?

Tipo isso.

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